A COP-21 impulsionou a economia de baixo carbono e vai gerar novas oportunidades à indústria da cana

Eco-Fix


Na Conferência do Clima (COP-21), realizada em dezembro de 2015 em Paris, o Brasil assumiu um compromisso viável. Na opinião do suiço Alexis Leroy, CEO do Allcot Group, o comprometimento brasileiro na conferência poderia ter sido mais ousado, pois o país reúne condições hídricas, climáticas e tecnológicas para firmar-se como protagonista na futura economia de baixo carbono. 
“Também porque não reconhece a vulnerabilidade a que estamos expostos pelas mudanças climáticas já em curso, como a grave situação de emergência a que muitas cidades brasileiras, inclusive a maior delas, estiveram submetidas no último ano pelo desabastecimento de água”, diz.
Porém, se plenamente executado o plano brasileiro proporcionará desenvolvimento sustentável, desenvolvimento de um novo parque tecnológico e industrial, crescimento da economia, melhoria da qualidade de vida da população, geração de emprego e renda, e combate ao aquecimento global. “Deveríamos estar fazendo mais pela redução das emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa).”
A consolidação da economia verde também pode ser uma oportunidade para o setor sucroenergético no Brasil. “Além de ter a possibilidade de participar diretamente gerando créditos de carbono, este setor é também parte das estratégias de outras empresas que buscarão ferramentas e meios para reduzir suas emissões de GEE, utilizado o etanol ou a energia da cogeração em seus processos e atividades”, afirma Rangel Romão, Consultoria Atlântica Simbios. “Desta forma o setor precisa estar preparado não só para diretamente gerar créditos de carbono como também para melhor apresentar-se para este novo cenário, capacitado e inserido nesta nova economia”, completa.
O grande potencial do setor sucroenergético na geração de créditos de carbono está na bioeletricidade, mas no futuro boa parte da biomassa da cana será destinada à produção de etanol de segunda geração. 
Porém, de acordo com Rangel, ainda não existem metodologias aprovadas para o etanol de segunda geração. “O etanol é um negócio de alta rentabilidade e por conta disso acreditamos que uma nova metodologia esbarraria em alguns dos critérios a serem atendidos nos quesitos elegibilidade e adicionalidade. Mas o etanol de segunda geração oriundo da biomassa merece novas considerações.” 
Aprovar uma metodologia depende de longos e muito bem embasados estudos. De qualquer forma, a parceria Atlântica Simbios com a Allcot Group possui equipe especializada para o desenvolvimento de novas metodologias.

 


Fonte: CanaOnline